MOSTRA DE ARTES CÊNICAS DA CULTURA TRAZ MAIS DE 20 ESPETÁCULOS GRATUITOS EM NOVEMBRO

MOSTRA DE ARTES CÊNICAS DA CULTURA TRAZ MAIS DE 20 ESPETÁCULOS GRATUITOS EM NOVEMBRO


A Secretaria Municipal de Cultura promove a segunda edição da Mostra de Artes Cênicas, evento que compõe o festival Novembro em Cena. Ao longo de todo o mês serão oferecidos 27 espetáculos teatrais gratuitos, com opções para todas as faixas etárias e garantia de diversão para toda a família. A programação começa no dia 4 de novembro, às 20h, no Novo Centro Cultural Morada do Sol, com a peça “Nossos Dias Mais Felizes”, do grupo Cia da Casa Amarela, com direção de Drika Vieira e Carlinhos Rodrigos. O encerramento acontece dia 27 às 17h no Ciaei com a montagem “Oleanna”, com direção de Gustavo Paso e Marcos Breda e Luciana Fávero no elenco, com direito a debate com o público ao final da apresentação. Os espetáculos participantes da mostra foram definidos a partir da avaliação de todas as inscrições realizadas em chamamento aberto da Secretaria de Cultura, mediante análise de uma comissão composta pelos profissionais convidados da área teatral Adbailson Cuba, Camila Damasceno e Edson Gory, com curadoria de Claudio Mendel. Confira abaixo a agenda completa e prestigie. Informações (19) 3894-1867.
Sinopse: um Melodrama Dell’Arte, que recebeu os olhares sensíveis do dramaturgo Calixto de Inhamuns e da diretora Neyde Veneziano, apresenta três histórias com situações melodramáticas que ocorreram na cidade, duas diretamente ligadas à fase sanatorial de São José dos Campos, quando o antigo Sanatório Vicentina Aranha (hoje, patrimônio histórico do município) era considerado um dos mais importantes do país para o tratamento da tuberculose. Foi recriado a partir de pesquisa histórica sobre fatos verídicos ocorridos em São José dos Campos, principalmente, no tempo do Sanatório Vicentina Aranha. São acontecimentos do passado, agora narrados, cantados e teatralizados por quatro atores que vivem personagens marcantes, sob nomes fictícios que nublam e fantasiam a realidade de outrora. Hoje, mostrado sob o prisma do melodrama circense, onde o riso e o choro andam juntos, o espetáculo pretende agradar, divertir e, ao mesmo tempo, emocionar públicos de todas as idades. Porque é olhando para nossas coisas, nossa cidade, nossa casa, que nos tornamos universais. Pois falamos da alma humana, sob a estética do teatro popular brasileiro.
Sinopse: o réu aguarda sua sentença, dois mortos e um segredo roubado. Corrupção, farsa, assassinato e traição marcam este espetáculo que revela a fraqueza do homem que na ânsia pelo poder manipula tudo - até mesmo você. Inspirado no movimento cinematográfico Film Noir, apresenta uma estética que utiliza as sombras para revelar a miséria do coração humano. Dois escritores contemporâneos, Micheliny Verunschk e Luiz Roberto Guedes, foram convidados a escrever sobre um mesmo tema, “Roubaram o Segredo da corporação e um homem assassinado”, o cruzamento destas histórias acontece no tribunal do júri. Numa dramaturgia que mergulha no universo dos filmes Noir, onde elementos da atualidade são o combustível que alimenta a imaginação dos escritores, deste encontro nasce um espetáculo de sombras que convida o espectador a refletir sobre os “urubus” poderosos que pairam NO AR.
Sinopse: Simbad coleta grandes riquezas em suas viagens e aventuras, sempre escapando por pouco da morte que chega para quase todos os seus companheiros de viagem, mas essas riquezas, que o fazem mais rico a cada vez que parece ter perdido tudo, na verdade o enriquecem mais como pessoa. Os conhecimentos e experiências que agrega são a verdadeira riqueza que acumula. No original, dois Simbads de diferentes profissões representam a dualidade do ser humano, seu lado noturno e fantasioso (dos sonhos), representado pelas aventuras fantásticas das quais ele se salva sempre milagrosamente, em oposição ao diurno e concreto (da realidade), representado pelo trabalho de cada dia, maçante e cansativo. No espetáculo, quem conta a história de Simbad são dois palhaços que se confrontam o tempo todo, na clássica situação da dupla de palhaços – dois artistas mambembes que vão de cidade em cidade, de praça em praça, contando suas histórias e sempre brigando, para ver quem será o herói. Com sua carroça de bambus e as técnicas que o circo lhes ensinou, eles usam os bambus para criar animais imensos, barcos, pássaros, serpentes, elefantes, desfiladeiros, tempestades. As aventuras de Simbad são, na verdade, as aventuras da humanidade, e não apenas as de um herói. Simbad, o navegante é uma história de viagens e feitos heroicos, sobre a curiosidade e a coragem de enfrentar o desconhecido. Sua maior riqueza é o que aprende nos lugares que visitou.
Sinopse: palhaço de cordas nasce da necessidade de explorar e manipular diferentes formas de expressão, de transgredir o natural buscando o inexplorado. Compreendemos que o desafio das leis naturais pelo corpo humano está presente tanto no habilidade do palhaço malabarista como no dedilhar do violonista clássico. Tanto um como o outro que se habilite a realizar este desafio vive num tempo exclusivo ou no momento único da execução de seu espetáculo; no seu próprio tempo, ambos desafiando seus limites. O espectador que vê é o mesmo que ouve. O espectador que delicia seus ouvidos com o som, brinda sua visão com o movimento, a indumentária, oscilando entre o sonho e o grotesco, a fantasia e o cômico. Os momentos são solenes, mas podem ser também de relaxamento, seguidos de outro de surpresa de assombro, de riso ou irreverência. Estamos diante de uma sala de concertos ou de um picadeiro mal iluminado? O foco convergente de nossa atenção é o nosso ouvido ou nosso olhar? Teríamos mais outras formas sensoriais de desfrutar de toda a cena? Estamos diante do rigor de um recital ou da descontração de um exercício permanente de expressão artística?
Sinopse: O Engano conta a história de um casal de idosos que acham entradas para o cinema. Porém, até que saiam para o passeio, se envolvem em diversas confusões....espera parece simples não é? Mas essa é uma das tramas que rondam nosso espetáculo, a um engano maior, tanto para o publico quanto para osnossos personagens que é revelado durante a história por quem não se deixar enganar. O bom humor e o companheirismo desse casal não deixa que a doença domine sua mente apagando suas histórias. A verdade ninguém sabe, nem sempre da pra sorrir quando não se entende o que acontece, mas para essadupla tão comum e absurda ao mesmo tempo tudo pode ser tão leve quanto uma pluma ,trágico como um drama de William Shakespeareou uma comédia satírica de molière. O Mal de Alzheimer que tanto assombra nossas idosos do mundo chegou para Florisbela e Rodolfo só “esqueceram” de avisa-los! A relutância e o medo em aceitar esta demência, os envolvem em situações extremamente inusitadas e absurdas, onde levará o público a se divertir muito, a se emocionar e a repensar em atitudes e cuidados que tem por si ou por amigos e familiares.

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