Novo diretor de Cultura de Campinas: "Temos visto que várias gestões passam, apenas fazendo eventos"
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), escolheu para diretor de Cultura o sociólogo Gabriel Rapassi (PC do B), que já assessorou a mesma Secretaria da Cultura e que participa do Conselho Municipal da Cultura de Campinas, um órgão colegiado, de caráter normativo, consultivo e orientador, que tem atribuições, competências, estrutura e funcionamento definidos nesta Lei, a número 12.354, de 10 de setembro de 2005, publicada no Diário Oficial do Município de 13 de setembro daquele ano, depois de aprovada pela Câmara Municipal, sancionada e promulgada.
Qual o legado cultural que você quer deixar em sua gestão?
Gabriel Rapassi - Precisamos consolidar o papel do Município na elaboração e gestão de políticas públicas de cultura. Temos visto que várias gestões passam, apenas fazendo eventos. Precisamos deixar como legado ações de longo prazo para a salvaguarda do patrimônio cultural, para democratização do acesso aos bens culturais e para a garantia do direito de expressão das identidades culturais e manifestações artísticas.
Na sua opinião, qual é o maior desafio de assumir um cargo de gestão pública?
Rapassi - O maior desafio de assumir um cargo de gestão pública é conseguir dar respostas a demandas da sociedade com poucos recursos e com arcabouço legal e institucional defasado. Existe Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não existe garantias de execução de serviços básicos à população. O desafio é conhecer e respeitar as disposições legais e saber inventar soluções inovadoras para a gestão.
Qual o papel do diretor de Cultura?
Rapassi - O papel do Diretor de Cultura em Campinas é coordenar os trabalhos dos diversos museus, teatros, bibliotecas, casas de cultura, além das produções culturais de iniciativa do Poder Público. Embasando essa ação deve haver uma leitura do conjunto da atividade cultural do município. Assim é possível agir em áreas estratégicas, suplementares e de fomento da atividade cultural.
Como você avalia o estado das coisas no setor das políticas públicas para a cultura?
Rapassi - As políticas sociais de assistência, saúde e educação estão bastante estruturadas no Brasil. Existe o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB). Precisamos no campo das políticas públicas de cultura também definir a visão sistêmica, consolidar o papel do município, dos estados e da união, deixar claro qual a função do Poder Público e qual a da sociedade. Das políticas sociais, a Cultura é um dos campos que ainda precisa avançar quanto a visão sistêmica.
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